Contos de Ninar

Um conto para Sara

Sara é uma linda menina que eu conheci dia desses em um shopping da minha cidade.

Ela tem 10 anos, mas sua história começou quando ela tinha 5 aninhos e foi gerada no coração de sua mãe.

A partir deste dia ela ganhou de presente uma vida totalmente nova, onde passou a descobrir todas as coisas que o mundo tinha a lhe oferecer.

Ganhou uma casa linda, uma família carinhosa e muitos bichinhos de estimação, mas os que ela mais gostava eram seu cavalinho Pipoca e sua cachorrinha Mel.

Ela me contou também que outro dia apareceram no seu quintal duas corujas! A princípio, ela ficou com muito medo, mas depois percebeu que elas só queriam brincar e se alimentar, então acabaram ficando por lá também.

Sara era muito corajosa, mas ela não gostava nem um pouco de pessoas fantasiadas, principalmente aqueles caras que ficam imitando personagens cabeçudos nos shoppings. Sabe que eu também não gosto disso? prefiro as pessoas que nos mostram seu rosto verdadeiro, olham dentro dos nossos olhos e conseguimos até ler seus pensamentos…

Mas um dia ela vai entender que as pessoas precisam ganhar dinheiro para sustentar seus filhinhos de alguma forma e nem sempre conseguem um bom emprego, por isso precisam se fantasiar.

Já pensou se o Papai Noel tivesse que trabalhar em todos os Shoppings do mundo no Natal? ele não ia dar conta, né? nem ia ter tempo de embrulhar os presentes para distribuir para as crianças… então ele pede ajuda aos seus irmãos gêmeos para ficarem no seu lugar e eles são muito bonzinhos e fofos como o verdadeiro Papai Noel.

Eu queria que a Sara soubesse que ter medo é muito normal na idade dela, tem criança que tem medo de escuro, de altura, do bicho-papão, do homem do saco… mas isso tudo é fruto da imaginação delas. Não existe nada mais poderoso do que o bom Papai do Céu para nos proteger e é Ele que nos dá força e coragem para superar nossos medos.

Querida Sara, fiquei muito feliz por te conhecer e espero que um dia você possa contar muitas historinhas para seus filhinhos também, viu? Um grande beijo!

Sheila Jorge

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